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Nutricionista clínica anotando prontuário em ambulatório

Terapia Nutricional no Diabetes Mellitus: resumo da diretriz BRASPEN 2020

A Terapia Nutricional (TN) no Diabetes Mellitus (DM) é um dos temas mais cobrados nas provas de residência em nutrição. Preparamos um resumo com os principais pontos da Diretriz da BRASPEN 2020.

A Terapia Nutricional (TN) no Diabetes Mellitus (DM) é um dos temas mais cobrados nas provas de residência em nutrição. Por isso, preparamos um resumo com os principais pontos da Diretriz da BRASPEN 2020, para facilitar seus estudos e te deixar mais perto da aprovação!

Por que a TN é tão importante no DM?

Quando associada ao controle glicêmico adequado, a TN pode reduzir o risco de complicações agudas e crônicas, além de melhorar os desfechos clínicos a longo prazo. Estudos mostram que ela pode diminuir de 0,3% a 2% nos níveis de hemoglobina glicada (HbA1c).

Não existe uma única dieta ideal para todos os pacientes com DM. O plano alimentar deve ser individualizado, considerando fatores clínicos, culturais, sociais e comportamentais.

DM e estado nutricional: qual a relação?

O estado nutricional tem influência direta tanto no desenvolvimento quanto no controle do DM. A perda de peso é uma das estratégias mais eficazes para melhorar o controle glicêmico, reduzir o uso de medicamentos e diminuir o risco cardiovascular.

Mesmo pacientes com peso corporal normal podem apresentar excesso de gordura visceral (obesidade metabólica). Por outro lado, o DM também está associado à perda de peso e massa muscular, principalmente em idosos, o que agrava ainda mais o quadro clínico.

Avaliação nutricional e composição corporal

A avaliação nutricional é essencial para a correta indicação da TN. A diretriz recomenda o uso de bioimpedância e DEXA para estimar a composição corporal, quando disponíveis. Em idosos, é fundamental avaliar força muscular e desempenho físico para rastrear sarcopenia.

Quais são os objetivos da Terapia Nutricional no DM?

  • Melhorar ou manter o estado nutricional adequado
  • Alcançar metas individualizadas de glicemia, lipídios e pressão arterial
  • Prevenir ou retardar complicações do diabetes

Recomendação calórica e proteica

A diretriz recomenda que o cálculo energético e proteico seja individualizado. Veja alguns exemplos:

  • Eutróficos não críticos: 25-35 kcal/kg/dia e 1,0-1,5 g/kg/dia de proteína
  • Críticos (fase aguda): menos de 70% do GET nos primeiros dias, subindo gradativamente
  • Obesos: uso de peso ajustado ou ideal, com 60-70% do GET e proteínas entre 2,0-2,5 g/kg PI
  • Renais crônicos: ajustar aporte proteico conforme TRS

Micronutrientes

A suplementação de vitaminas e minerais só deve ser feita em caso de deficiência. Pacientes em uso de metformina, por exemplo, devem ser monitorados para risco de deficiência de vitamina B12.

Terapia Nutricional Oral (TNO)

A quantidade e qualidade dos carboidratos são determinantes para o controle glicêmico. Recomenda-se:

  • CHO: 45-60% do VET, com distribuição individualizada
  • Proteínas: 15-20% do VET, priorizando fontes de alto valor biológico
  • Gorduras: menos de 30% do VET, com foco em monoinsaturadas

Suplementos Nutricionais Orais (SNO)

Indicados para pacientes com risco nutricional, consumo alimentar reduzido ou perda de peso — principalmente idosos. Fórmulas específicas para DM ajudam no controle glicêmico, principalmente por conter menos CHO e mais fibras.

Terapia Nutricional Enteral (TNE)

Deve ser iniciada precocemente (24-48h) em pacientes com trato gastrointestinal funcionante, mas ingestão oral insuficiente. Fórmulas especializadas para DM são preferíveis, pois reduzem a necessidade de insulina e ajudam no controle glicêmico.

Terapia Nutricional Parenteral (TNP)

É necessário evitar a hiperalimentação, controlando a taxa de infusão de glicose (menos de 4 mg/kg/min) e utilizando emulsões lipídicas, sempre associadas ao uso de insulina.

Como ajustar a insulinoterapia?

O acompanhamento por equipe especializada é essencial. O esquema basal-bolus com correções é o mais indicado para pacientes em TNE e TNP. A glicemia deve ser monitorada pelo menos 4x ao dia.

Metas de glicemia hospitalar

A meta glicêmica para pacientes com ou sem DM em ambiente hospitalar é de 140 a 180 mg/dL. A hipoglicemia (abaixo de 70 mg/dL) deve ser evitada e monitorada de forma rigorosa.

📚 Dica extra para sua prova: o conhecimento sobre Terapia Nutricional no DM é altamente cobrado nas provas de residência em nutrição! Estude com atenção e esteja por dentro das recomendações mais atuais.

Acesse a diretriz completa: BRASPEN Journal — Diretriz DM 2020

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